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Mr.Chao's Pollen Sculptures  ( cera de abelha, gesso, resina PU, resina crystal, aprox.10x10x10cm cada ) 



Mr.Chao's Pollen Sculptures ( vídeo, 02:18 min, 2021 )





Stills do vídeo Mr.Chao's Pollen Sculptures ( vídeo, 02:18 min, 2021 )







Sensual Fuzz ( vídeo, 03:11 min, 2020 )





                                                                                                  
Stills do vídeo Sensual Fuzz ( vídeo, 03:11 min, 2020 )





Audioguia ( instalação sonora, 2020 )




Audioguia ( som, 11:16min, 2020 )






Audioguia ( instalação sonora, 2020 )








Vista de instalação. The Best of Mr.Chao - SESC Cadeião, Londrina, Brasil, Junho 2019





Vista de instalação. The Best of Mr.Chao - SESC Cadeião, Londrina, Brasil, Junho 2019








Vista de instalação. The Best of Mr.Chao - SESC Cadeião, Londrina, Brasil, Junho 2019








Vista de instalação. The Best of Mr.Chao - SESC Cadeião, Londrina, Brasil, Junho 2019



























Mão equilibrando maça, 2019
Vista de instalação. The Best of Mr.Chao - SESC Cadeião, Londrina, Brasil, Junho 2019




Universo Computável, caixa de luz, tamanho: 110 cm  x 77,9 cm, 2019.
Vista de instalação. The Best of Mr.Chao - SESC Cadeião, Londrina, Brasil, Junho 2019



Extintor com Abelhas ( extintor, caixa de som, mão de plástico ), 2019
Tamanho 62 cm  x 16,5 cm


Blue Dog Robot, 2018.
Vista de instalação. The Best of Mr.Chao - SESC Cadeião, Londrina, Brasil, Junho 2019









The Best of Mr.Chao - A Futurologist Collection ( Editora Madalena, 2019 )





Entrevista com um futurologista virtual ( Mr.Chao ),  auto-publicado,
2019






Vista de instalação - The Best of Mr.Chao, Breda Photo / Old machine factory Backer & Rueb - Breda, Holanda, Setembro 2018




Vista de instalação - The Best of Mr.Chao, Breda Photo / Old machine factory Backer & Rueb - Breda, Holanda, Setembro 2018



Ripped Brain ( Right ), Elephant Trunk ( Left ), 2018,  Installation View at KIOSK, Ghent, Belgium. July 2018.           Vista de instalação no KIOSK, Ghent - Bélgica, Julho 2018Ripped Brain ( Esquerda ), Elephant Trunk ( Direita ), 2018
Vista de instalação. KIOSK, Ghent - Bélgica, Julho 2018





 Universo Computável, caixa de luz, 2018
Em colaboração com a Ghent University,  Laboratório de Inteligência Artificial- Bruxelas, Jardim Botânico de Meise e Université Libre de Bruxelles.
Vista de instalação. KIOSK, Ghent - Bélgica, Julho 2018



Exposição Coletiva - Open Studios Lieven Segers - Bernice Nauta, (Esquerda) - Guilherme Gerais, Network Topology IV & II (Direita), Antuérpia, Setembro 2018





  Dog Robot #1, Dog Robot Prototype #2, Scorpion Robot, Elephant Trunk, Fish Robot (13 x 18 cm cada)
Vista de instalação no estúdio Souterrain ( Lieven Segers ) - Open Studios - Antuérpia, Setembro 2018



Multiverse (fotografia), 2018.
Vista de instalação no estúdio Souterrain ( Lieven Segers ) - Open Studios - Antuérpia, Setembro 2018



Vista de instalação. Exposição de graduação. KASK, Ghent - Bélgica, Julho 2018




Robô Desenhando Fronteiras ( loop, HD, 2018 )
Vista de instalação.  KASK, Ghent - Bélgica, Julho 2018

























Intergalático ( fotolivro, auto-publicado, 2014 )

Intergalático, é uma espécie de ensaio literário visual. Composto por uma narrativa em preto-e-branco repleta de fotografias, ilustrações e pequenos vestígios, o livro se apresenta como um mapa, um guia, uma trilha para uma jornada ritualística, mas com um ponto de partida enigmático: um espaço ausente, embora anterior.

Essas imagens se alternam sob uma ordem que pressupõe uma participação imediata do leitor/espectador: desde o início há o convite para um jogo, um desenlace, um desafio entre aquilo que é visto e aquilo que permanece. A estratégia, nesse caso, articulada de forma espontânea pelo fotógrafo, aponta sempre para o acaso, a desordem, a primariedade de uma suposta vida prévia – algo que se divide entre o espaço terrestre e o universo virtual, uma viagem que seria para o passado, mas é também para o futuro (matéria líquida).

A estrutura que define esse percurso é sempre múltipla: há colagens, registros, releituras, tramas, efeitos, anulações, além da nitidez e da granulação que evocam atmosferas superiores, unidades invisíveis, sempre sob uma sutil tendência ao trágico. 

Intergalático também parte do pressuposto que qualquer narrativa visual oferece sempre um segredo, um desejo que não se revela por inteiro, mas que está sempre presente. Dessa forma, a abertura para um imaginário espacial, repleto de tecnologias já abandonadas, reforça essa tese de que o mundo em que se vive é sempre o mundo em que se cria: estar vivo como algo próximo de estar em constante fabulação.

As pistas apresentadas pelo livro, uma disposição que nos remete a jogos de tabuleiro, sempre indica essa possibilidade existencial de que o herói, no fundo, é sempre a negação de si mesmo: estar disposto a se lançar ao mundo é estar disposto a se perder. E a fuga, esse sonho ancestral, reina absoluta como única forma de desafiar esse auto-conforto, essa zona de segurança que invariavelmente reconhecemos como nossa identidade.

O que as imagens nos sugerem, portanto, além de uma intensa e silenciosa mutilação, é a notável e afetuosa notícia de que somos no fundo apenas aquilo que se oculta, aquela mágica idéia de não-aparência que só pode ser tocada quando a música se reinicia. E Intergalático, o livro, justamente se nutre desse poder: ele recomeça em cada imagem para nos devolver sempre a uma origem do mundo, não o nosso mundo, que fique claro – mas o universo único desse herói, desse ente não identificável que atravessa as 184 páginas dessa publicação como alguém que está refletindo sobre a sua busca, buscando o que não se reconhece.

Godard, o cineasta, dizia que os espelhos deveriam pensar antes de nos devolver uma imagem: Intergalático mostra como esse pensamento deveria ser – inconcluso, multiforme, impreciso e indigesto, pois a jornada sem identidade é quase como um espectro – você pode ver, mas nunca tocar: eis o jogo.


Texto escrito por Rodrigo Grota, 2014.


︎ ‘Ao contrário de todos aqueles livros que me contam histórias que já conheço, este me faz voltar a ele.’
Jörg Colberg / Conscientious

︎ ‘Intergalático parece um manifesto de algum artista estranho desconhecido - as divagações fotocopiadas de um místico autodidata.’
Adam Bell / Photoeye  


︎ Vídeo do livro Intergalático



︎Melhores Fotolivros de 2014 / PhotoEye
︎︎︎︎ Crítica na Folha de São Paulo